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Pensando o fotodocumentarismo contemporâneo

WORKSHOP

No primeiro dia de abril de 2011, setenta e nove agentes especiais da marinha americana e um cão pastor chamado Cairo penetraram clandestinamente no Paquistão. Poucos minutos após a meia noite  Osama Bim Laden é morto com um tiro na cabeça. O cadáver é reconhecido por meio de  DNA e lançado ao mar.

Nenhuma fotografia foi apresentada por decisão de Obama e seus secretários já que, para estes, não faria diferença divulgar, ou não, uma imagem do cadáver do maior inimigo dos EUA.

Para o pesquisador e teórico da fotojornalismo, Fred Ritchin,  esse foi o dia que a fotografia perdeu definitivamente o que ainda lhe restava de credibilidade.

Como ser um fotodocumentarista quando a fotografia não é mais crível como documento?

Sabemos que o aparecimento das câmeras digitais, dos celulares que fotografam e da massiva circulação de imagens através das redes sociais, mudaram radicalmente a forma de se fazer e ver fotografia no século XXI.

Como ser um fotodocumentarista nesse novo mundo da fotografia?

Estas são questões vem angustiando fotógrafos do mundo todo. Fotógrafos veteranos como eu viram os conceitos as formas que sempre usaram para trabalhar serem embaralhados subitamente.

A proposta deste curso nasce justamente da tentativa de entender esse processo e também na vontade de partilhar minhas pesquisas e reflexões com um público mais amplo.

Ao buscar entender essa transformação da linguagem fotográfica, segui dos caminhos simultâneos que também serviram para balizar este curso.

Rever o percurso histórico do desenvolvimento da fotografia, com foco nas transformações da linguagem foi o primeiro. O outro foi procurar entender quais são as estratégias usadas pelos fotodocumentarista contemporâneos e como elas funcionam para entender a realidade do mundo hoje.

INSTRUTOR

Edu Simões (São Paulo, 1956) iniciou sua carreira como fotojornalista em 1976. Foi fotógrafo da agência F4, editor adjunto de fotografia da revista IstoÉ e editor de fotografia das revistas Goodyear, República e Bravo. É autor do livro Amazônia, publicado em 2012. Participou como fotógrafo de toda a série Cadernos de Literatura Brasileira, do Instituto Moreira Salles.

Recebeu os Prêmios Vladimir Herzog de Direitos Humanos, Marc Ferrez, JP Morgan, Abril, Aberje e também a Bolsa Vitae.

Participou de diversas exposições no Brasil e exterior. Suas fotos estão nas coleções do Masp (SP), Mis (SP), Mam (SP), Pinacoteca (SP), Mab-Faap (SP), Instituto Figueiredo Ferraz (SP),  Conselho Mexicano de Fotografia, (México DF) e também no acervo da Maison Européenne de la Photographie, (Paris).

mantém o site www.edusimoes.com.br

Programação

Data

23 a 25 de março

Horário:

Quinta-feira - 14h às 17h | sexta-feira - 14h às 17h | Sábado - 10h às 12h

Local

Tiradentes

Carga horária:

8 horas

Pré Requisitos:

não há.

Número de Vagas:

12

Investimento:

R$ 440,00

Programa:

PRIMEIRO ATO:
Nascimento do fotodocumentarismo.

Parte I – O começo do começo
- A imagem técnica e sua função ideológica
- A fotografia pictorialistas versus a fotografia direta
- Os precursores do fotodocumentarismo.
- Anos 20 a fotografia experimenta ser fotografia

Parte II – O mundo viu o mundo
- A República de Weimar – a invenção das revista ilustradas
- Os Fotógrafos doutores, a agência Dephot e a invenção do fotojornalismo
- Hitler e a diáspora dos gênios

Parte III – A estruturação de uma linguagem
- A Guerra civil espanhola e a invenção da cobertura de guerra (Robert Capa, Guerda Taro e Chin)
- Henry-Cartier Bresson
- O messianismo da fotorreportagem
- On the Road: A Beat Generation e um certo fotografo suíço (The Americans – Robert Frank)

SEGUNDO ATO: O Renacimento

Parte I –
- fotógrafos assassinos e torturadores
- A fotografia ingressa no mundo das ates plásticas.
- A pós-fotografia no lugar da fotografia

Parte II
- As novas estratégias do fotodocumentarismo contemporâneo

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