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O Foto em Pauta trouxe a Belo Horizonte no dia 19 de abril de 2006, a fotógrafa e artista plástica gaúcha Rochelle Costi. Ela mostrou a retrospectiva visual de sua carreira, que está em seu livro "sem titulo/untitled/sin titulo", editado pela Metalivros, que foi lançado no local.

Com mais de vinte anos dedicados à produção de fotos autorais, Costi acompanhou a evolução do uso da fotografia dentro do cenário da arte contemporânea. Essa e outras questões poderão ser discutidas no bate-papo com a fotógrafa no Foto em Pauta.
Rochelle Costi nasceu em 1961, formou-se em Publicidade pela Puc de Porto Alegre. Sabia que a fotografia seria um caminho que lhe interessava, mas no curso não teve oportunidade de avançar em suas pesquisas.
Minas Gerais exerceu um papel importante na sua formação, quando aqui esteve em 1982. "Fui para Diamantina fazer um curso no Festival de Inverno da UFMG. Conheci pessoas do meio e decidi ficar de agosto a dezembro daquele ano em Belo Horizonte. Fiz duas cadeiras livres na Escola Guignard, desenho de criação com Marco Túlio Resende e técnicas de audiovisual com George Helt. Fiz também um curso de extensão com Marcelo Kraiser, na Universidade Federal de Minas Gerais, sobre processos alternativos na fotografia. Nesse período, comecei a trabalhar com a questão da memória, associando fotos a objetos, usando suportes inusitados como cinzeiros e tampas de malas. Fazia as coisas com muita liberdade, sem questionar se era arte ou não, o que iriam achar.Era algo completamente livre."
Retornou a Porto Alegre motivada a trabalhar no campo de artes visuais e em 1988 seguiu para São Paulo, onde vive até hoje. Quando chegou em São Paulo, Rochelle trabalhou no estúdio do fotógrafo Bob Wolfenson e depois Revista de Folha, onde ficou 8 anos, uma publicação semanal de variedades editada pelo jornal Folha de S. Paulo, experiência que a ajudou na formação conceitual de seu trabalho: "A prática diária da fotografia, além de descomplicar um pouco as questões técnicas, me possibilitou o contato direto com a identidade de pessoas desconhecidas e aprendi a lidar com suas expectativas pessoais. Permitiu-me também entrar inúmeras vezes na intimidade de casas e ambientes de todos as espécies. Essa experiência potencializou a pesquisa, que já vinha desenvolvendo nesse sentido, interessada pelas coisas do cotidiano, pelos espaços íntimos na vida urbana. Foi aí que comecei a colecionar, a identificar tipologias de intimidades. Eu não sou uma fotojornalista, não tenho habilidade para isso, não tenho timing para um instantâneo de um acontecimento importante."
A primeira exposição individual - Tentativa de Vôo - foi exibida em 1983, no MARGS. Entre 1984 e 1986 viajou pelo Brasil com outra individual, Vi Vendo Re Trato. Expôs individualmente também na Cidade do México e em Madri.
Integrou importantes coletivas na Inglaterra, Suíça, Holanda, Alemanha, Cuba, Japão, França, Áustria, Espanha, Argentina, Estados Unidos, Itália, México e Canadá. Em 1999 esteve presente na 2ª Bienal do Mercosul e, no ano seguinte, na Mostra do Redescobrimento Brasil + 500. Suas obras constam dos acervos da Fundación Arco, na Espanha, do Museum Moderner Kunst Stiftung Ludwig, na Áustria, do Museum of Contemporary Art of San Diego, nos Estados Unidos, do MAM e do Museu de Arte Assis Chateaubriand, ambos em São Paulo.
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