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O Foto em Pauta trouxe a Belo Horizonte, o fotógrafo paulistano Bob Wolfenson, um dos mais importantes do Brasil. Conhecido como fotógrafo de moda e de retratos, já clicou as maiores personalidades do país. Realizou diversas exposições, ganhou prêmios importantes pelo seu trabalho. Tem três livros publicados e edita a revista S/N°, onde cada edição explora um tema com a colaboração de convidados. “A idéia de fazer a revista veio porque senti uma defasagem muito grande entre o potencial das pessoas que trabalham com imagem no Brasil e os veículos. Existe um abismo enorme. Consegui uma gráfica que bancasse o projeto e conseguimos fazer uma revista legal’’, revela. A edição número sete será lançada no evento no Museu Abílio Barreto.

O próprio Bob reflete sobre seu trabalho:
“TÃO PERTO, TÃO LONGE”
“Ao rever as minhas primeiras fotos, feitas da sacada de meu apartamento no bairro Bom Retiro em São Paulo nos anos 60, percebi o quanto já estava inscrito naquelas imagens um certo espírito voyeurístico-acanhado que me acompanha até hoje.
As fotos através dos fios que se postavam exatamente à frente de minha janela, sendo esta, minha vista por mais de quinze anos; se por um lado prenunciavam um caminho cheio de eletricidade e ação, de outro revelavam um caráter tímido e contemplativo no sentido oposto desta ação eletrificada.
Robert Capa famoso foto-jornalista de guerra, morto em combate, levou ao extremo sua máxima: "Se as fotografias não são boas o bastante, é porque você não está próximo o suficiente".
É óbvio que os pressupostos que me regem como fotógrafo são bem diferentes do território em que Capa se movia, e sua grandeza e genialidade não deveriam permitir sequer esta menção, mas talvez a fotografia tenha sido a via possível e a câmera meu instrumento na convivência com o tal dilema: perto-longe, invasão-respeito a privacidade.
O fato é que o conjunto das minhas fotografias, parece apontar exatamente para as duas faces dessa ambigüidade: O teatro das fotos construídas e dramatizadas realizadas no âmbito de um estúdio, ou mesmo em locações externas que contemplam um caminho mais voyeurístico, onde há sempre alguma coisa se interpondo entre a câmera e os seus sujeitos/objetos; e os retratos secos, crus e diretos de uma proximidade quase cirúrgica, que ao contrário do que pensa a maioria, não me autoriza maiores intimidades com os meus fotografados.
Tentativas de explicações a parte, talvez a única coisa que importe mesmo, seja a intensidade emocional contida nestes breves encontros que são as sessões fotográficas, apesar de minha longa experiência, é isso que me mantém fotógrafo. A boca seca e o ritmo do coração alterado.”
Confira os principais fatos da trajetória do fotógrafo:
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1954
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Nasce em São Paulo.
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1966|67
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As primeiras fotos.
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1970
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Ingressa como estagiário-aprendiz no estúdio fotográfico da Editora Abril na época dirigido pelo fotógrafo Francisco Albuquerque e lá permanece por 4 anos.
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1973
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Ingressa na Faculdade de Ciências Sociais na USP.
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1974
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Sai da Editora Abril, e começa carreira solo como fotógrafo free-lancer para revistas da própria editora.
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1982
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Viaja a Nova York e trabalha como assistente para o fotógrafo Bill King
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1985
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Começa a trabalhar para as principais revistas brasileiras.
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1989
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Faz a primeira exposição individual Minhas Amigas do Peito na Galeria Fotóptica.
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1990
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Lança livro e exposição Portfolium na Galeria Collector’s, desta coleção duas fotos são adquiridas pelo MASP para integrar seu acervo.
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1991
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A Pirelli adquire e expõe três de suas fotos que passam a integrar a Coleção Pirelli de Fotografia . A Revista Gráfica número 30, publica uma matéria de 16 páginas sobre seus trabalhos.
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1995
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Ganha o prêmio Funarte - Ministério da Cultura de melhor fotógrafo do ano na categoria arte aplicada pela campanha para a griffe Viva Vida realizada em Israel.
A revista Vogue publica edição especial sobre seus trabalhos.
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1996
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Realiza a exposição Jardim da Luz no MASP (Museu de Arte de São Paulo) e lança livro do mesmo nome, co-editado pela Cia das Letras e DBA Books and Arts.
A revista Photo francesa publica 4 páginas a seu respeito dentro de um número especial sobre o Brasil.
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1997
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Recebe o prêmio Phytoervas Fashion Awards como melhor fotógrafo de moda do ano.
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1998
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Indicado novamente ao prêmio Phytoervas Fashion Awards.
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1999
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Convidado pela Marlboro Adventure Team para fotografar no âmbito do seu concurso no México e nos Estados Unidos (Utah).
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2000
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É novamente indicado ao prêmio de melhor fotógrafo de moda do ano pela ABIT.
O trabalho para Marlboro Adventure Team, resulta num livro em conjunto, com o fotógrafo J.R. Duran editado pela Bookmark.
Co-edita e lança a revista de imagem, moda, comportamento e fotografia 55.
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2002
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Associado à gráfica Litokromia e aos designers Hélio Rosas e Roberto Cipolla, lança a revista S/Nº, que sucede a extinta 55.
Realiza exposição “moda no Brasil por brasileiros” no Pavilhão da Bienal no âmbito do “São Paulo Fashion Week”.
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2003
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Lançamento do livro “moda no Brasil por brasileiros” em parceria com Paulo Borges, editado pela Cosac & Naify.
Edita e fotografa integralmente o número Voyeur da revista Homem Vogue.
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2004
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Ganha o primeiro prêmio da Fundação Conrado Wessel, concedido exclusivamente aos fotógrafos de publicidade pela melhor fotografia publicitária do ano de 2003.
(Campanha da Grendene com a modelo Gisele Bündchen).
Lança a caixa/livro de fotografia contendo as séries Antifachada e Encadernação dourada, pela editora Cosac&Naify e realiza exposição respectiva, no Museu de Arte Brasileira da FAAP em São Paulo.
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2005
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Em parceria com o fotógrafo Fernando Laszlo realiza a curadoria da Exposição do fotógrafo brasileiro, radicado em Nova York, Otto Stupakoff, no espaço do São Paulo Fashion Week.
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Saiba mais sobre Wolfenson visitando o seu endereço na internet:
www.bobwolfenson.com.br
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